quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Voltas e volta


Ontem o tempo continuou não nos ajudando aqui em San Andres. As nuvens permaneceram e o vento aumentou, o que não nos impediu de ir novamente ao mar. Andamos de caiaque e passamos mais de meia hora com os snorkels, continuamos impressionados com a vida marinha tão rica no meio dos banhistas.

Com o vento e o mau tempo a capitania dos portos não permitiu a saida dos passeios turísticos que queríamos fazer. Uma pena, vai ter que ficar pra uma próxima visita. Nos contentamos, então, em gastar a maior parte da tarde num city tour que basicamente dá a volta em toda a ilha. O passeio ocorreu numa chiva, esse veículo ai abaixo, todo colorido, que pra nós lembra um dindinho do litoral gaúcho.




O passeio foi bem interessante, cheio de informações curiosas e históricas sobre a ilha. Ela foi descoberta pelo espanhóis ainda durante a corrida colonizadora mas foram os holandeses que a explorou primeiro, atrás de madeira, já que não havia ouro. Só bem mais tarde ela foi colonizada pelos ingleses, junto com várias outras ilhas próximas, como as Islas del Maiz, atualmente pertencentes à Nicaragua.

A presença inglesa se fez sentir no primeiro ponto de parada do passeio: a primeira igreja batista construida no caribe. Seu prédio foi pré-construido nos estados unidos e trazido para cá para ser instalado sobre uma base construida com conchas e corais, abundantes aqui já que toda a ilha é de rochas de corais. De lá tinhamos uma bela vista, já que a igreja está localizada no ponto mais alto de San Andres.





Depois fomos a Cueva de Morgan, uma caverna onde supostamente o pirata inglês Henry Morgan escondeu parte de seus tesouros. O lugar todo é um embuste, mas é divertido ver como as histórias de pirata estão vivas no imaginário das pessoas e da região como um todo, passando a fazer parte da identidade local.






A seguir, paramos na costa oeste da ilha, que não tem nenhuma praia. Em sua substituição foram construidas algumas estruturas para se banhar no mar calmo, cristalino e profundo. Devido a essas caracteríticas ganharam o apelido de piscinitas. Como vocês podem verificar na foto abaixo, a tempestade tropical que se aproximava desvirtuou todas as características do local, provocando fortes ondas. Não precisamos repetir que demos azar com o clima, né?



Por fim, chegamos ao Hoyo Soplador, no extremo sul da ilha. Esta formação é um tunel na parede rochosa do litoral que se comunica com um buraco poucos metros adentro. Quando as ondas batem contra o paredão, um sopro de ar e um jorro de água são expelidos pelo buraco. Obviamente, com todo o vento e agitação do mar, esperavamos ver um grande espetáculo e já nos preparávamos pra nos molhar um pouco. Ledo engano, mal vimos dois ou três sopros e nenhum chafariz de água. Nem pra isso o tempo ruim ajudou.

No fim do dia chovia tanto e tinhamos tantas malas a arrumar que não tivemos condições de postar nada (aqui o sinal do wi-fi só pega no lobby do hotel). Daqui a pouco pegamos o vôo a Bogotá e à noite o outro a São Paulo, pra só na manhã seguinte chegar em Porto Alegre. Da saída do hotel até a chegada no Salgado Filho vão ser umas longas 17 horas de aeroporto, avião, aeroporto, avião...

Chegaremos cansados mas muito felizes, pois a lua-de-mel foi maravilhosa e muito divertida. Também estamos ansiosos para passar a virada do ano em Bellatorres e rever as pessoas e a Rosca. Aos poucos vamos combinando com todo mundo pra matar a saudade e mostrar as fotos que não postamos aqui.

Agradecemos, mais uma vez, o presente maravilhoso que todos e todas nos deram.

Beijos,

Marcos e Alice

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

San Andres

Chegamos ontem em San Andres, a ilha é muito bonita, mas bem pobre e precária. A exceção são os hotéis, a maioria de grandes redes, que ocupam os melhores pontos para banho e têm estruturas descomunais. O nosso fica na praia de San Luis, a mais afastada e menos turística da ilha (e mesmo assim tem um resort) e que tem o mar mais verde e lindo de todos.

Os vôos para San Andres têm segurança triplicada. As bagagens são examinadas 400 vezes e, aparentemente, o jogo de xadrez que compramos tem cheiro e formato suspeito, porque abriram nossa mala na saída de Cartagena e na chegada a San Andres. Já aprendemos a lição: levaremos o souvenir dentro da mochila, pra evitar desconforto na volta.

Ontem o dia estava nublado, mas mesmo assim tomamos um belo banho de mar, em que o fundo alterna pedras e areia. De noite vimos o show oferecido pelo hotel, de música local e muito reggae, e pela primeira vez nos divertimos com essas atrações turistóides. Aqui tem muito reggae porque a cultura da ilha é uma mistura de cultura inglesa com espanhola, tanto que os moradores e as moradoras falam entre si o creole, uma mistura rápida e incompreensível das duas línguas.

Hoje o dia estava ainda mais feio, com direito a chuviscos e chuvaradas. Assim, resolvemos conhecer os tão falados free shops no centro da cidade. Gurias de caxias, vocês nos deram um presentão do free shop: o wii!!! Depois de pechincharmos tudo o que podíamos, levamos o videogame, um controle adicional e mais três jogos (todos do Mario)! Não preciso dizer que fizemos a digestão do almoço testando o brinquedinho novo! Hehehe Ah, estão todas convidadas pra estréia oficial em Bellatorres!

De tarde, tomamos outro banho de mar, por pura insistência, já que o dia continuava horrível, mas a água é sempre quente... Nossa sorte: vimos peixes nadando nas águas cristalinas do mar e voltamos pro hotel (do outro lado da rua) pra pegar snorkel. Vimos uma quantidade absurda de peixes, de todas as cores e tamanhos aos nossos pés, literalmente. O Marcos viu até um caranguejo!!! Ficamos surpreendidos com tanta vida marinha na beira do mar, no meio dos banhistas. É impressionante!

Amanhã, se o dia estiver bonito, vamos fazer um passeio pro aquário natural da ilha, pra vermos mais peixinhos e com sorte arraias.

Por enquanto, ficam algumas fotos do hotel e da praia, que não fazem jus à beleza do lugar, já que a pouca luz natural não ajudou os fotógrafos amadores.





Estamos com saudades de todas e todos.

Um beijo grande,

Alice e Marcos

sábado, 25 de dezembro de 2010

Então é natal...

E o que fizemos ontem a noite foi jantar a ceia aqui do hotel. Estávamos ansiosos depois que lembramos de Modern Family, uma das nossas séries favoritas e que tem uma personagem colombiana. Num episódio de natal ela conta das tradições natalinas do país: todos se vestem de branco, há fogos e brincadeiras. Infelizmente, só teve mesmo as pessoas vestidas de branco. A ceia não passou de um prato de peru com mais recheio do que carne e um arroz com nozes. Estava bom mas sentimos falta do tradicional peru inteiro, cheio de frutas e do resto do banquete inteiro. Fora que a ceia foi servida às 18h30min, o que foi no mínimo engraçado.

Resolvemos mergulhar no espírito turistão do hotel e assitimos o show das 22h, supostamente de natal. Descobrimos que só vai ser hoje e o que vimos foi a escolha do melhor casal do hotel. Tudo não passou de uma gincana bem bagaceira entre cinco casais escolhidos na hora, a lá programa do Gugu. Só faltou a banheira e os sabonetes, porque de branco todos já estavam.

Dormimos frustrados porque nos roubaram o natal, mas acordamos empolgados pra dar mais uma volta pelo centro. Aproveitamos que era feriado e não havia ninguém pelas ruas para caminhar e fotografar, além de vasculhar as poucas lojinhas de souvenirs abertas sem ninguém para atrapalhar. Percorremos regiões que não haviamos passado, como a frente do Museu de Arte Moderna, que fica num prédio antiquíssimo em que funcionava a birosca em que Gabriel Garcia Marquez bebia pinga quando jovem.


Passamos pelo lindo Teatro Herédia e pela Igreja de Santo Toríbio. Queríamos visitá-la, pois foi atingida, durante uma invasão de piratas, por uma bala de canhão que ainda está exposta lá, mas fomos frustrados por uma missa de natal. Por sinal, na missa, as pessoas estavam cantando um hino que um pouco incrédulos viemos a perceber era uma adaptação de Hey, Jude. Ponto pro John que disse que os Beatles eram mais populares que Jesus.


Chegamos então ao hotel Sofitel, localizado num antigo convento num extremo da cidade, e subimos na muralha que a circunda. Nessa região mora o Gabo, numa das mansões próximas, mas não tivemos o prazer de topar com ele. Caminhamos pela muralha até o ponto em que ela faz uma curva e se torna mais larga, abrigando abaixo várias lojinhas de artesanato, tão caras e sem graça quanto as de Bogotá, num local que já serviu de depósito de pólvora e artilharias militares.




Dali nos rendemos ao calor insuportável e voltamos ao hotel para almoçar e passar a tarde na praia. Ela não é muito bonita ou atraente, mas, considerando o nosso litoral gaúcho, não temos nada a reclamar, ao menos aqui o mar é quente. O que é insuportável, entretanto, é a concentração de insistentes vendedores, massagistas, fazedores de trancinhas e tantos outros que sentam na tua frente e começam a te vestir, massagear, pentear, antes que possas dizer não ou explicar que não está interessado. Desistimos depois de pouco tempo, devidamente massageados e alguns bons pesos mais pobres (essa foi a primeira, nos pegaram de surpresa, foi impossível fugir), subimos para a piscina e aproveitamos o resto da tarde por lá.

Amanhã as 13h vamos a San Andrés e esperamos encontrar uma praia mais bonita e calma para passar boas horas lagarteando. Agradecemos mais uma vez o baita presente que todos e todas nos deram, estamos adorando a viagem!

Beijos,

Alice e Marcos

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um viva às segundas impressões

Segundo dia de Cartagena e as coisas mudaram de perspectiva. O que não faz um bom hotel e uma noite de sono, não é?

Na verdade nossa melhor impressão se deve mesmo ao fato de que havia menos gente nas estreitas ruas do centro histórico e por isso pudemos aproveitar mais tranquilamente. Isso, óbvio, quando vendedores de souvenirs, bugigangas, água, passeios turísticos, etc, não vem importunar e, pior, nos seguir pelas ruas após o corriqueiro "no, muchas gracias".

De qualquer forma, as ruas são lindas e abrigam casas coloniais merecedoras de fotos. A maioria delas são pontos de comércio, restaurantes ou hotéis, mas passamos na frente de uma que sedia o Concurso Nacional de Beleza, com direito a fotos das misses no chão. Encontramos até uma miss lá na frente, vejam que sorte!





Hoje visitamos todos os lugares que estarão fechados amanhã, devido ao feriado. Começamos pelo Palácio da Inquisição. Cartagena, junto com Lima, no Peru, e Vera Cruz, no México, foi uma das únicas cidades americanas a sediar um Tribunal da Inquisição Espanhola. O prédio em que ela funcionou por 40 dos seus mais de duzentos anos aqui na Colômbia é na verdade uma reunião de prédios conectados por um tradicional pátio central, como apresentam a maioria das construções coloniais daqui e de outras colonias espanholas.

O Palácio hoje abriga um museu da Inquisição, com direito às balanças usadas para pesar as acusadas de bruxaria (se elas fossem leves demais era um forte indício de que eram bruxas, já que tinham o peso ideal para voar) e os instrumentos de tortura usados para arrancar confissões e declarações de arrependimento. Os quadros explicativos são bem bons em localizar todo esse processo e aparato como uma ferramenta política da época. No segundo andar, há uma exposição sobre a história de Cartagena, por muitos anos a cidade e porto mais importante do império espanhol na América.



Depois visitamos o Claustro e Igreja de São Pedro Claver, um religioso que foi santificado pelo seu esforço em proteger (proteger = catequizar) os escravos. É um prédio enorme e imponente, na verdade é o único atrativo do lugar, já que as exposições de arte sacra e de arte afro-caribenha são bem fraquinhas. O jardim interno, entretanto, é uma bonita e intrigante selva confinada pelas paredes e arcos do prédio.





Por fim, conhecemos o Castillo de San Felipe de Barajas, o maior forte da hispano-américa. É imenso e lindo, isolado em cima de um morro, com vistas maravilhosas da cidade e sua geografia única, cercada de mar. A parte mais legal do passeio é percorrer os túneis internos, que criam um labirinto de caminhos escuros e vozes que ecoam.






O calor por aqui é implacável, apesar do constante vento e brisa do mar. Tudo tem ar condicionado, dos táxis ao elevador do hotel, o quarto tem janela mas não deve ser aberta para evitar o calor. Falando em hotel, estamos felizes com a mudança: a janta de ontem foi muito gostosa, o café da manhã é delicioso, o almoço simples mas bom e hoje teremos ceia de natal. Além disso, aplacamos o calor com um banho de piscina.

Feliz natal a todos e a todas.

Beijos,

Marcos e Alice

Muitas surpresas...


A nossa última noite em Bogotá foi no mínimo surpreendente. Fomos jantar na Zona T, conhecida pelos restaurantes e lojas mil. O nome da região se deve à calçada de pedestres em forma de T, que fica no centro de tudo. Pra quem não conseguiu imaginar muito, é tudo o que a calçada da fama de Porto Alegre gostaria de ser, sem aquela pretensão e petulância comuns da Padre Chagas.

Talvez pela proximidade do Natal o tal T estava lotado de gente, famílias inteiras, casais de namorados, a galera da pegação e até um grupo de freiras coloriram a noite. Tinha muito movimento e muita animação, especialmente quando, de baixo da decoração natalina, que formava um túnel de luzes, surgiram jatos de neve artificial. As crianças e Alices correram pra brincar e tirar fotos daquele momento, no mínimo, interessante. Cada vez que a neve acabava, ouvia-se um lamento coletivo.



Jantamos no restaurante Taurus, lá no T mesmo, e comemos a melhor refeição da nossa estada em Bogotá. Pra vocês terem uma ideia, era tão maravilhosa a comida, que atacamos sem dó nem piedade e esquecemos de tirar fotos (lamentável, em se tratando de uma curtolo-resadori).

A segunda surpresa da noite é que fomos rejeitados três vezes por taxistas que não estavam interessados em nos levar ao centro. Aparentemente, há uma falta generalizada de taxis em Bogotá e conseguir um (ainda mais de boa vontade) é um pesadelo! Depois de mais de meia hora encontramos um cidadão parceiro, que topou a aparente indiada de se afastar da Zona T.

A terceira surpresa veio hoje, quando chegamos no hotel de Cartagena. Ao contrário do que diz o guia da Lonely Planet, o bairro próximo à cidade murada é uma região bem residencial e de baixa renda. O hotel era precário e o quarto fedia a mofo. Nos dez minutos em que largamos as malas, trocamos de roupa e saímos para almoçar, já tínhamos tossido ou espirrado duas vezes cada um.

Almoçamos num restaurante maravilhoso, La Vitrola, caro, mas delicioso. De lá, saímos a procura de um outro hotel para ficarmos. Depois de diversas negativas nos hotéis da cidade murada, batemos na porta do Decameron (mesma rede do hotel que vamos ficar em San Andres), que é antigo e feio, mas cheiroso e com tudo incluído – bebidas e comidas. Achamos a opção meio cara, mas, depois de conhecer outros hotéis da região, mais caros, mais feios e mais antigos, entendemos que o Decameron era o melhor custo-benefício. Assim, buscamos nossas coisas e nos instalamos por aqui.

O hotel está longe de ser o dos sonhos, assim como toda a cidade de Cartagena. Que Gabo não nos leia (olha a pretensão), mas ainda não conseguimos entender o frisson que Cartagena causa nas pessoas. Esperávamos uma cidade mais bem conservada, preços mais honestos e menos gente tentando empurrar quinquilharias pros turistas. Tomara que amanhã, depois de uma boa noite de sono, nossa primeira impressão dê lugar a uma mais otimista.

Enquanto isso, queremos agradecer nesse post todos os presentes do casamento, que nos oportunizaram cair fora da pocilga e ficar num hotel mais confortável! :D

Até amanhã!

Beijos,

Alice e Marcos

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Zipaquirá


Hoje fomos conhecer a famosa Catedral de Sal, na cidade de Zipaquirá, a mais ou menos 1 hora de Bogotá. Fomos até lá com o simpático Boris, recomendado pelo hotel, que nos deu o privilégio de uma viagem confortável e tranquila, diferente dos taxistas de Bogotá, que andam fazendo quase que um rally universitário.
Zipaquirá é conhecida por suas minas e imensa produção de sal e por abrigar a primeira maravilha da colômbia: a catedral de sal. A catedral original foi construída por mineiros, devido a sua devoção à virgem Maria, que lhes protegia durante o trabalho na mina. Esta catedral era muito superficial e acabou tendo suas estruturas abaladas pela infiltração de água. Assim, em 1993, resolveram construir outra catedral, a 180m de profundidade, nos espaços desativados de uma das galerias da mina.
Toda a construção é imensa e complexa e a nave fica a 750m da porta de entrada. A visita guiada dura cerca de uma hora e vale a pena. No fim do passeio, além das três naves da catedral, há um pouco de tudo: centro de convenções, cinema 3D, rota do minerador, lojas de souvenirs e até um café!
O melhor de tudo é que com o sal e a umidade, nossos narizes riníticos saíram purificados!





Voltamos para Bogotá no começo da tarde e fomos almoçar no restaurante do museu do Botero, aqui perto do hotel. Como já é de praxe, aqui vão as fotos da maravilhosa comida! hehhehe



Depois do almoço, descansamos um pouco e fomos caminhar pela última vez na Candelaria. O passeio rendeu dois chapéus lindos e uma bela foto!



Agora vamos jantar e arrumar as malas, pois amanhã cedinho vamos para Cartagena!!!
Um beijo e até lá,
Alice e Marcos

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bogotá 3.000m

Mais um dia agitado em Bogotá, dessa vez com sol!
Hoje acordamos cedinho e aproveitamos a belíssima manhã para conhecer o serro de Monserrate, uma montanha que fica a pouco mais de 1km do centro da cidade e que tem 500m a mais do que o resto de Bogogtá. Para subir tudo isso, contamos com a ajuda de um antigo e muito íngreme teleférico, que arrepiaria até os pensamentos da Tia Jedi.
A vista de lá é fantástica, se pode ver toda a cidade encravada nas montanhas.




Depois desse passeio, fomos caminhando até a Quinta de Bolivar, uma linda casa de campo que foi do libertador (c0mo se chama Bolivar por aqui) por mais ou menos 10 anos. Os jardins que circundam a casa são maravilhosos e escondem desde homenagens de todas as nações bolivarianas, até o local de banho do libertador.





De lá, o espírito caxiense tomou conta e partimos alucinados atrás de lojas de artesanato e souvenirs. Como era de se imaginar, o que é bonito é muito caro e o resto não passa de bugiganga. Mesmo assim, conseguimos garimpar algumas coisas interessantes, compradas após muita negociação com os vendedores e as vendedoras.
Após, fomos ao Museu do Ouro, talvez o mais famoso de Bogotá. Ele reúne dezenas de milhares de peças pré-colombianas, a grande maioria feitas de ouro. Não tiramos fotos do lugar, pois todas as exposições ficavam atrás de vidros, que refletem até a nossa alma. Mas dá pra ter uma boa idéia do que vimos no site do museu.
Finalmente, caminhamos até o restaurante La Porta Falsa, onde fizemos o lanche da tarde, tipicamente colombiano. Comemos pães com manteiga e chocolate quente feito na água com queijo (!)
De barriga cheia, seguimos mais umas quadras até o hotel, onde estamos recuperando as forças pra sair pra janta. Falando em janta, aqui perto do hotel só tem um restaurante que funciona de noite: o que comemos na chegada e ontem. Hoje vamos desbravar novos bairros, atrás de um lugar diferente.
Beijos com saudades,
Alice e Marcos