Com o vento e o mau tempo a capitania dos portos não permitiu a saida dos passeios turísticos que queríamos fazer. Uma pena, vai ter que ficar pra uma próxima visita. Nos contentamos, então, em gastar a maior parte da tarde num city tour que basicamente dá a volta em toda a ilha. O passeio ocorreu numa chiva, esse veículo ai abaixo, todo colorido, que pra nós lembra um dindinho do litoral gaúcho.
O passeio foi bem interessante, cheio de informações curiosas e históricas sobre a ilha. Ela foi descoberta pelo espanhóis ainda durante a corrida colonizadora mas foram os holandeses que a explorou primeiro, atrás de madeira, já que não havia ouro. Só bem mais tarde ela foi colonizada pelos ingleses, junto com várias outras ilhas próximas, como as Islas del Maiz, atualmente pertencentes à Nicaragua.
A presença inglesa se fez sentir no primeiro ponto de parada do passeio: a primeira igreja batista construida no caribe. Seu prédio foi pré-construido nos estados unidos e trazido para cá para ser instalado sobre uma base construida com conchas e corais, abundantes aqui já que toda a ilha é de rochas de corais. De lá tinhamos uma bela vista, já que a igreja está localizada no ponto mais alto de San Andres.
Depois fomos a Cueva de Morgan, uma caverna onde supostamente o pirata inglês Henry Morgan escondeu parte de seus tesouros. O lugar todo é um embuste, mas é divertido ver como as histórias de pirata estão vivas no imaginário das pessoas e da região como um todo, passando a fazer parte da identidade local.
A seguir, paramos na costa oeste da ilha, que não tem nenhuma praia. Em sua substituição foram construidas algumas estruturas para se banhar no mar calmo, cristalino e profundo. Devido a essas caracteríticas ganharam o apelido de piscinitas. Como vocês podem verificar na foto abaixo, a tempestade tropical que se aproximava desvirtuou todas as características do local, provocando fortes ondas. Não precisamos repetir que demos azar com o clima, né?
Por fim, chegamos ao Hoyo Soplador, no extremo sul da ilha. Esta formação é um tunel na parede rochosa do litoral que se comunica com um buraco poucos metros adentro. Quando as ondas batem contra o paredão, um sopro de ar e um jorro de água são expelidos pelo buraco. Obviamente, com todo o vento e agitação do mar, esperavamos ver um grande espetáculo e já nos preparávamos pra nos molhar um pouco. Ledo engano, mal vimos dois ou três sopros e nenhum chafariz de água. Nem pra isso o tempo ruim ajudou.
No fim do dia chovia tanto e tinhamos tantas malas a arrumar que não tivemos condições de postar nada (aqui o sinal do wi-fi só pega no lobby do hotel). Daqui a pouco pegamos o vôo a Bogotá e à noite o outro a São Paulo, pra só na manhã seguinte chegar em Porto Alegre. Da saída do hotel até a chegada no Salgado Filho vão ser umas longas 17 horas de aeroporto, avião, aeroporto, avião...
Chegaremos cansados mas muito felizes, pois a lua-de-mel foi maravilhosa e muito divertida. Também estamos ansiosos para passar a virada do ano em Bellatorres e rever as pessoas e a Rosca. Aos poucos vamos combinando com todo mundo pra matar a saudade e mostrar as fotos que não postamos aqui.
Agradecemos, mais uma vez, o presente maravilhoso que todos e todas nos deram.
Beijos,
Marcos e Alice