sábado, 25 de dezembro de 2010

Então é natal...

E o que fizemos ontem a noite foi jantar a ceia aqui do hotel. Estávamos ansiosos depois que lembramos de Modern Family, uma das nossas séries favoritas e que tem uma personagem colombiana. Num episódio de natal ela conta das tradições natalinas do país: todos se vestem de branco, há fogos e brincadeiras. Infelizmente, só teve mesmo as pessoas vestidas de branco. A ceia não passou de um prato de peru com mais recheio do que carne e um arroz com nozes. Estava bom mas sentimos falta do tradicional peru inteiro, cheio de frutas e do resto do banquete inteiro. Fora que a ceia foi servida às 18h30min, o que foi no mínimo engraçado.

Resolvemos mergulhar no espírito turistão do hotel e assitimos o show das 22h, supostamente de natal. Descobrimos que só vai ser hoje e o que vimos foi a escolha do melhor casal do hotel. Tudo não passou de uma gincana bem bagaceira entre cinco casais escolhidos na hora, a lá programa do Gugu. Só faltou a banheira e os sabonetes, porque de branco todos já estavam.

Dormimos frustrados porque nos roubaram o natal, mas acordamos empolgados pra dar mais uma volta pelo centro. Aproveitamos que era feriado e não havia ninguém pelas ruas para caminhar e fotografar, além de vasculhar as poucas lojinhas de souvenirs abertas sem ninguém para atrapalhar. Percorremos regiões que não haviamos passado, como a frente do Museu de Arte Moderna, que fica num prédio antiquíssimo em que funcionava a birosca em que Gabriel Garcia Marquez bebia pinga quando jovem.


Passamos pelo lindo Teatro Herédia e pela Igreja de Santo Toríbio. Queríamos visitá-la, pois foi atingida, durante uma invasão de piratas, por uma bala de canhão que ainda está exposta lá, mas fomos frustrados por uma missa de natal. Por sinal, na missa, as pessoas estavam cantando um hino que um pouco incrédulos viemos a perceber era uma adaptação de Hey, Jude. Ponto pro John que disse que os Beatles eram mais populares que Jesus.


Chegamos então ao hotel Sofitel, localizado num antigo convento num extremo da cidade, e subimos na muralha que a circunda. Nessa região mora o Gabo, numa das mansões próximas, mas não tivemos o prazer de topar com ele. Caminhamos pela muralha até o ponto em que ela faz uma curva e se torna mais larga, abrigando abaixo várias lojinhas de artesanato, tão caras e sem graça quanto as de Bogotá, num local que já serviu de depósito de pólvora e artilharias militares.




Dali nos rendemos ao calor insuportável e voltamos ao hotel para almoçar e passar a tarde na praia. Ela não é muito bonita ou atraente, mas, considerando o nosso litoral gaúcho, não temos nada a reclamar, ao menos aqui o mar é quente. O que é insuportável, entretanto, é a concentração de insistentes vendedores, massagistas, fazedores de trancinhas e tantos outros que sentam na tua frente e começam a te vestir, massagear, pentear, antes que possas dizer não ou explicar que não está interessado. Desistimos depois de pouco tempo, devidamente massageados e alguns bons pesos mais pobres (essa foi a primeira, nos pegaram de surpresa, foi impossível fugir), subimos para a piscina e aproveitamos o resto da tarde por lá.

Amanhã as 13h vamos a San Andrés e esperamos encontrar uma praia mais bonita e calma para passar boas horas lagarteando. Agradecemos mais uma vez o baita presente que todos e todas nos deram, estamos adorando a viagem!

Beijos,

Alice e Marcos

2 comentários:

  1. Oie!
    Feliz Natal!!
    O blog de vcs ta uma delícia!
    E nem se queixem da ceia! Olha a nossa: tomates com pessegos e media lunas... ah, e um resto de piña colada!
    Ah, adorei descobrir que não sou bruxa!!!
    bjs
    Helen

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  2. Olá!!
    Babem, a nossa ceia estava uma delícia..O Vô Zé nos brindou com um chester maravilhoso e cerejas in natura e a Vó Sila com aquela maionese deliciosa de palmito..agora estamos aproveitando o domingo em Torres..acompanhando a viagem de vcs e as belas fotos. Beijos com saudades, Cinara e Luiz

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